segunda-feira, 23 de maio de 2011

Tocando em frente




Flávia, eu, ando devagar porque já tive pressa....

sexta-feira, 25 de março de 2011

Desafio! Desafios!

Qual teu maior desafio?
Atualmente os desafios que enfrento é acreditar que sou capaz de seguir adiante em cada situação que se apresenta.
Antes tinha mais disposição: na luta, nos sonhos, nos embates.

Versatilidade era uma das minhas qualidades
Como ando cansada....

Um dia quem sabe fico um tempo só nos verdes pastos, ao som de águas tranquilas e ao gorjear da passarada!
O corpo e a mente pede passagem.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Choro

Há meses não chorava, aquele choro, chorado, quase uma enchente. Semelhante quando a previsão do tempo informa: - Amanhã choverá torrencialmente.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Reflexões


Por um tempo me afastei da literatura: prosas, contos, romances...ah as poesias, poesias que me alimentam.
O tempo era curto, trabalhava, trabalhava, trabalhava... lia, lia: apenas livros técnicos.
Literatura, música, dança, teatro, pintura, escultura, como me fazia falta.


Vez ou outra mergulho em outra dimensão.
Nela tento escrever.
Escolher as palavras para descrever o que sinto, o que sou, o que vejo.
Não sou uma profissional da escrita.
A dimensão surge quando as palavras dançam em minha mente, misturadas com as impressões de tudo que já vivi e observei.
A poesia me ajuda a ser mais humana, a enxergar o outro.
Ainda posso fazer escolhas, alguns não podem mais.
Quisera sempre fazer escolhas certas.
Quisera sempre enxergar o outro em suas possibilidades, em suas limitações.
Quisera nunca mais me afastar da arte, da sensibilidade, do que me faz mais humana do que me adoça.
A poesia do pássaro pousando na água.
A poesia do entardecer.
A poesia das brincadeiras dos pequenos no parque.
Da mão que afaga.
Da boca que beija.
Do trabalho e do carinho.
A poesia de quem fala, chora, defende, rir, vive e morre em paz.
Das flores no banco da praça, das flores da praça. da flor que sou eu, dos espinhos que me ensinam, da luz que me sustenta.

por Flávia Cavalcanti Gonçalves

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Convite

Recebi um e-mail, ao lê-lo fiquei emocionada:
"Eu, em nome da turma, gostaria de te convidar para a cerimônia de colação de grau e festa de formatura. Mas ao contrário dos outros convites que fizemos, tenho a felicidade de lhe dizer que o seu não esta aberto a não aceitação, pois, você será nossa professora homenageada, diga-se de passagem, não existiu ninguém mais responsável do que você pela nossa formação... então nada mais justo!!!
Esperamos ansiosos sua confirmação rsrsrs...
Beijos"
Seguia as datas e os horários.
O convite da turma de Licenciados em História me emocionou por vários motivos, um deles é que sou formada em Pedagogia e não em História, portanto lecionei as disciplinas pedagógicas.
Trabalhar em cursos que não são de sua formação inicial é sempre um desafio, é necessário compreender que o curso é de Licenciatura, de formação de professores mas, não é Pedagogia, encontrar textos que atendam a ementa e ao mesmo tempo as necessidades de formação da licenciatura específica nem sempre é fácil!
Meu encontro com o curso de História, como professora ocorreu em outubro de 2006, escrevo como professora porque enquanto estudante de pedagogia fui bolsista da UFPE no Programa de Mestrado em História, trabalhava na biblioteca e convivi com vários professores e estudantes, fazendo algumas amizades.
O meu encontro com o curso de História coincidiu com uma fase de inúmeras mudanças na minha vida e pela depressão, doença difícil e não facilmente diagnosticada.
Esta turma de História de 2010 me acompanhou em várias fases, fiz amigos e amigas e fui professora sempre que possível.
Professora sempre que possível, pois jamais escondi a condição pela qual passava e também não deixei de cumprir minha função enquanto professora na relação que se estabelece no ensino e na aprendizagem e, sobretudo na relação educador-educando, educando-educador.
Acredito que de tudo compartilhei sobre: legislações, teorias psicológicas, teorias de ensino, métodos e técnicas didáticas com leituras, filmes e trabalhos nem sempre agradáveis, compartilhei, sobretudo que estudar nem sempre é fácil mas essencial para o ofício do professor.
Compreender que é necessário estudar e continuar estudando é uma atitude que não é muito fácil, não somos poços de sabedoria e não entendemos tudo, estamos sempre nos aproximando do objeto que estamos estudando, mas nunca o conhecemos em sua totalidade.
Compartilhei também o que acredito sobre o ensino e sobre a educação, que é nossa posição enquanto professores que faz a diferença, a responsabilidade de contribuir para que se cumpra a função social da escola que é ensinar e não brincar de faz de conta, de o professor fingir que se ensina e os alunos fingirem que aprendem.
Que a relação em sala de aula se estabelece com respeito, diálogo, autocrítica, saberes e não com totalitarismo.
Fiquei emocionada...
Passamos pelas pessoas, agradamos e não agradamos, estabelecemos vínculos e algumas vezes ou muitas vezes, dependendo da quantidade de pessoas com as quais temos contato, não sabemos o quanto influenciamos positiva ou negativamente alguém.
Nesta pós-modernidade permeada pelo consumismo, pelas relações ocasionais, pela individualidade, pela virtualidade, aprender a conviver e nos dispor a conhecer um pouco mais o outro está se tornando difícil. Escravos do tempo e do trabalho, deixamos muitas vezes de gastar tempo como pessoas com as pessoas.
A aluna que me enviou o e-mail me convidou para fazer parte da sua banca de monografia, ao término de sua defesa me apresentou a sua mãe com as seguintes palavras: - Professora esta é minha mãe. - Mãe, esta é minha mãe aqui na universidade.
Agradeço a Dani e a todos os alunos e alunas da turma e o que desejo para eles enquanto profissionais do ensino de História é que sejam comprometidos com o ensino, com a educação e principalmente com seus alunos, ensinar sempre será um ato político, e o saber continua sendo poder, quanto menos se tem acesso mais dominadas são as pessoas.
Beijos

sábado, 5 de fevereiro de 2011

As águas


Os rios correm para o mar mesmo quando as águas estão turvas!
Quando as águas da minha vida estão turvas e parece que nada é possível, corro para águas mais limpas e cristalinas que a minha e mergulho até me sentir renovada.
Ao caminhar ao longo do rio da minha terra natal em um entardecer fiquei observando pássaros que pairavam sobre o espelho das águas, a luz do por do sol e o conjunto da paisagem mostrava uma face bucólica e bela de um rio que insiste em viver.
Águas podem ser vida e morte, dualidade presente em muitas histórias vivenciadas nas relações com as águas, com as diversas águas de nossa vida e da nossa sobrevivência.
Como os pássaros no rio... sempre temos possibilidades de (re)novo, mesmo quando as águas estão turvas!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Viagem

2011 em Pernambuco, Nordeste que não visitava, 5 anos de distância!
Visito Pernambuco como alguém da terrinha e, com um olhar semelhante ao de uma turista.
Só guardo boas lembranças, as ruins prefiro esquecer.
Passeio pelas ruas, observando cores e cheiros, formas e sons.
As frutas próprias da região....
Os sabores da terra....
Ontem ganhei um livro, uma coletânea de poetas pernambucos! Uma maravilha... concluo este breve post
com um trecho de "O Rio" de Farias Neves Sobrinho ".... E eu penso em mim, nas ilusões fanadas, sempre desfeitas, sempre renovadas...

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Outubro Rosa










Com atraso e, reproduzindo aqui informações presentes na Internet, não poderia deixar de registrar o movimento Outubro Rosa, que tem como objetivo de alertar a sociedade sobre a importância da detecção precoce do câncer de mama.
O movimento Outubro Rosa nasceu nos EUA e a ação lembra à cor do laço rosa que simboliza a luta contra o câncer de mama. Envolvendo vários setores da sociedade e órgãos governamentais, atualmente vários monumentos e prédios são iluminados de rosa para lembrar a causa.


O câncer que mais mata mulheres em todo o mundo, pode se manifestar de três formas: o mais frequente o Carcinoma Ductal, acomete os ductos mamários; o Carcinoma Lobular que acomete os lóbulos das mamas e geralmente acomete as duas mamas e o Carcinoma Inflamatório que compromete toda a mama.

A Lei Federal 11.664, garante o acesso ao exame mamográfico pelo SUS (Sistema Único de Saúde) a mulheres a partir de 40 anos de idade, recomenda-se que caso a mulher tenha histórico familiar de câncer de mama, o exame mamográfico deve iniciar mais cedo.
Caso as mamas sejam densas (com pouca gordura) é necessário também a mulher realizar o ultrassom das mamas.

É fundamental que a mulher se ame, realize o autoexame das mamas, a mamografia e o ultrassom caso seja necessário, não levando em consideração comentários de pessoas mais chegadas que porventura possam desestimular a ida da mulher ao médico para realizar os exames necessários. Apareceu alguma alteração nas mamas? Algum nódulo, inchaço, vermelhidão, secreção? Vá ao médico não seja influenciada por ninguém que procure desestimulá-la ao contrário, você é importante!
A doença não é preconceituosa acomete mulheres de todas as classes sociais, profissões e a maioria das etnias.
Assistam o documentário sobre câncer de mama.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

When darkness comes and pain is all around

Quando a escuridão e a dor estiver em toda parte...


Quando Elvis Presley surgiu cantando, dançando e rebolando, o mundo o abraçou e grande parte da igreja o criticou e o rejeitou.
Vivenciando conflitos, pressões internas e externas, Elvis viu a escuridão e a dor por toda a parte. O dinheiro, o sucesso, a fama não aplacava suas dúvidas e nem suas dores.
Geralmente incluía hinos nos seus shows e difundia a mensagem presente nas letras, alcançando milhares de pessoas. Pastores e grupo coral muitas vezes o acompanhavam
A edição 108 da Revista Eclesia apresenta uma longa matéria sobre Elvis que pode ser acessada e lida no site da própria revista, http://www.eclesia.com.br/revistadet1.asp?cod_artigos=232 . O editor comenta: Elvis Presley teria morrido salvo? Esta é a pergunta sem resposta que muitos crentes têm feito nos últimos 28 anos, desde que o Rei do Rock se foi, em 1977. Quem sou para dizer se uma pessoa é salva ou não? Posso apenas afirmar que uma pessoa não interpreta a Bíblia e não segue a mesma doutrina que eu! Muitos se colocam no lugar do SENHOR!
Neste hino que escolhi para este post, Elvis está praticamente se despedindo do seu público (pouco tempo depois Elvis morre), a interpretação é linda e a expressão no seu rosto demonstra todo o sentimento que vem de sua alma.
Hoje num mundo musical gospel, com gêneros para todos os gostos, megashows, danças, cantores profissionais, Elvis não seria tão alvejado, certamente por sua voz marcante e sua interpretação ao entoar música gospel seria convidado para programas em diversas redes de televisão para cantar seu repertório mesclado.
Bono Vox, vocalista da Banda U2, ultimamente tem sido alvo de especulação sobre a autenticidade de sua espiritualidade por cantar em seus shows músicas gospel e recitar trechos dos salmos. Por acaso os frequentadores de igreja são os únicos que podem recitar salmos ou louvar e adorar ao SENHOR. Parece-me que os frequentadores de igreja (eu sou uma) esquecem que a Palavra deve ser pregada a tempo e fora de tempo e não importa quem leva a Palavra, porque apesar de muitos pregadores pensarem que são eles os responsáveis pelas conversões e arrependimentos das pessoas, não o são. O que transforma vidas é a Palavra, o que transforma vidas é o SENHOR.
Temos a cultura de dividir o mundo entre o que é espiritual e o que não é espiritual. Cozinhar é espiritual? Orar é espiritual? Trabalhar é espiritual? Jejuar é espiritual? O que você é? Se adoramos ao SENHOR e somente ao SENHOR tudo o que fazemos é para ELE. Se acreditamos que ELE é onipotente, onisciente e onipresente, sabemos também que ELE nos conhece melhor do que nós mesmos, e que quando a dor e a escuridão está em toda a parte, ELE é o nosso porto, nosso escudo, nosso refúgio.

domingo, 5 de setembro de 2010

As muitas línguas do Brasil

Um país com 220 etnias, 180 línguas e dialetos (além do português a língua oficial) diversidade e riqueza cultural imensa infelizmente desconhecida por grande parte dos não-índios. Ainda me espanta o (pré)conceito, a discriminação e o desconhecimento: índio é só aquele que vive em reserva, e da forma do imaginário que foi criado e difundido ao longo dos anos de colonização.
Para quem se interessa em aprender algo mais a ONG - Instituto Socioambiental, disponibiliza um link muito interessante "POVOS INDÍGENAS NO BRASIL", http://pib.socioambiental.org/pt/c/no-brasil-atual/linguas/introducao
Na Universidade em que trabalho, existe uma cota para indígenas, lecionei e continuo lecionando para alunos das etnias Terena e Guarani-Kaiowá experiência rica que me faz crescer.
No Mato Grosso do Sul são oito etnias: Atikum, Guarani-Kaiowá, Guató, Kamba, Kikinau, Kadiweú, Ofaié e Terena.
A Série Índios do Brasil apresentada por Ailton Krenak é muito boa e demonstra infelizmente o desconhecimento das etnias e o (pré)conceito em todas as regiões do país em pleno século XXI; denominando-os como preguiçosos, quase humanos, bugres e outras denominações de desrespeito ao outro.
Para quem desejar assistir alguns episódios da série é só clicar nos links abaixo:

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Viajando

Estou viajando...
Amo viajar!
Exploro tudo que posso da cidade que visito e, como diz o ditado "quem tem boca vai à Roma", nunca me aperto. Sempre encontro os locais que de antemão fiz o roteiro para visitar.
Estou em São Paulo capital, como estou de recesso, não sigo o ritmo frenético da capital, passeio com tranquilidade pelas ruas sem ter pressa.
E São Paulo tem muitos lugares interessantes para visitar!
Tenho um sonho... um dia ter tempo e condições de viajar bastante.
E ando, como ando.... e como me divirto!
É um prazer viajar!
Vocês estão convidados!

domingo, 27 de junho de 2010

História da Ciência - II

Continuação do documentário sobre quatro grandes físicos que mudaram a idéia sobre o universo, e revolucionaram a física da sua época. Vale a pena assistir!








sábado, 26 de junho de 2010

História da Ciência - I

Para quem gosta da História da Ciência, em especial da Física e da Matemática, posto Mentes Brilhantes, que relata resumidamente a biografia e o essencial da teoria de quatro grandes físicos.
Sou formada em Pedagogia, e ao longo da minha trajetória profissional sofri algumas vezes um certo preconceito de alguns profissionais da área da Física e da Matemática, gosto da História e da Filosofia de ambas.
Já atuei como professora de disciplinas pedagógicas em cursos de licenciaturas tanto da Matemática como da Física por mais de uma vez, aprendi a gostar mais do assunto.
Não sou versada nas fórmulas e nem nas equações, mas gosto de ler e assistir documentários sobre as as teorias e de como o conhecimento foi ao longo dos anos ampliado e construído.
Outro fato interessante é que na ciência as verdades são provisórias... é só aparecer uma Mente Brilhante e uma tecnologia avançada que prova quanto ainda temos que conhecer sobre o universo.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Ser Forte?


Recebi este video de um amigo, recentemente.
Vivi tantos momentos... Já chorei bastante e viviam dizendo para mim que eu era forte.
Acredito que só agora estou aprendendo a ser forte, reconhecendo e aprendendo com minhas qualidades positivas e negativas.
E então posso sorrir em meio a tempestade, porque sei que posso ter uma chance dela passar e, mesmo que não passe posso enfrentá-la com mais segurança!
E mesmo que seja sugada, derrubada pela tempestade, posso dizer, vivi!
Shalom Adonai

domingo, 20 de junho de 2010

Saudades de Eretz Israel I (Havia perdido esta postagem ela era a primeira!)






Você já teve saudades de lugares que nunca esteve pessoalmente? Eu tenho, especificamente de dois, mais aqui escrevo sobre Israel. Quando assisto filmes, documentários ou...Saudades de Eretz Israel I
Você já teve saudades de lugares que nunca esteve pessoalmente? Eu tenho, especificamente de dois, mais aqui escrevo sobre Israel.  Quando assisto filmes, documentários ou fotos tenho a nítida impressão que andei pelas ruas, caminhei pelas estradas, subi montanhas, bebi do vinho, senti o óleo escorrer pela testa, ouvi o toque do shofar, observei os rebanhos de ovelhas e cabras, senti o sol do deserto, molhei os pés no rio... e as danças, os mantos, as joias, as luzes, os períodos dedicados ao silêncio e àqueles dedicados ao choro, ao lamento, as dúvidas como também as festas, as cores, as melodias...O judaísmo está no meu sangue, nas minhas entranhas, nas minhas memórias, e porque não, Yeshua judeu como foi, sempre nos lembra da Torah e dos seus preceitos. Ouvir músicas hebraicas é como um renovar de forças: folk, religiosas ou contemporâneas. Amo ouvir o hebraico, uma sonoridade especial para mim.
http://www.youtube.com/watch?v=mvTua6WQobI
Não dancei muito, mas gosto de Ciranda: manifestação popular que há muito não aprecio nem participo. Interessante como algumas danças populares judaicas lembram as cirandas que eu dançava quando menina. Gosto de tâmaras, damasco, amêndoas, do lírio, do azeite de oliva, de azeitonas: as pretas e as verdes; de passas: as brancas e as pretas. O interessante para mim é que gosto disso deste pequena. Às vezes tenho a impressão que nasci fora de contexto, hoje longe da presença judaica que está nas entranhas de Pernambuco e Recife, entretanto onde moro, não fiquei longe dos sabores do Oriente Médio.

Rua dos Judeus





A Sinagoga Kahal Zur Israel

Mas Recife é terra de marranos e anassim cuja origem foi esquecida ao longo dos séculos. Tenho uma saudade imensa de Eretz Israel, um desejo enorme de visitar ou quem sabe fazer um aliá. Um pastor amigo meu certa vez me disse antes de morrer: - Quem sabe se antes de nos apresentarmos diante do Senhor, Ele nos permite fazermos um passeio pelos lugares que gostaríamos de conhecer?

LeShaná HaBa'á B'Yerushalaim
O ano que vem em Jerusalém.
Shema Yisrael Adonai Eloheinu, Adonai Echad

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Mais um ano se passou...








Mais um ano se passou e chego hoje aos 47, curiosamente a data do meu aniversário 19 de junho é o mesmo da minha mãe que morreu com 47 anos há 22 anos passados.

Para quem acredita piamente em signos na minha família de origem existe uma coincidência interessante, minha avó materna Júlia, duas tias Marlene e Marluce, aniversáriantes do mês de maio, eu, minha mãe Marléa, minha prima Cristiane aniversariante do mês de junho e Victória a filhinha de minha prima Viviane também faz aniversário em junho e, no dia 19! Todas mulheres geminianas, para os que entendem de signo devem pensar que confusão é esta família!
Independente do signo amo minhas primas e tias como também por ela só amadas e isso é o mais importante, signo é apenas uma coincidência interessante.
Neste mês fui a um salão de beleza, cortar meus cabelos, cheguei e como sempre peço a este profissional em especial: - Quero que faça milagre! Quero sair daqui me sentido bonita e feliz. - O corte você escolhe, quero um que combine com meu rosto e que facilite minha vida para cuidar dos cabelos já que não vivo semanalmente no Salão de Beleza. Detalhe: tenho cabelos lisos, finos, pesados e poucos, além de dois redemoinhos no couro cabeludo. O cabelereiro consegue fazer milagre!, sempre saio satisfeita.
Mas houve uma diferença nesta visita, pedi para fazer uma pintura e sugeri também uma mecha largas apenas na frente da cabeça perto da franja, ouvi a opinião do profissional e, disse a ele que escolhesse a cor da mecha. Entretanto pedi: - Quero algo simples e ao mesmo tempo elegante, diferente, mas não vulgar! Que coisa não. Acostumado a tratar com os cabelos das mulheres, ele simplesmente perguntou? - Você confia na minha escolha? - Respondi, - o profissional é você!
Fiquei satisfeita, ainda mais quando uma cliente olhou para o resultado final e disse: - Quero o mesmo que você fez nela!
Enquanto estava no salão olhando para o espelho fiquei pensando, pela lógica já vive metade da minha vida, muitas histórias para contar: as dos meus antepassados e as minhas próprias permeadas pela História de fatos marcados pelos historiadores.
Como todos e todas, chorei e me alegrei, tive decepções e surpresas, passei por vales escuros e por momentos de paz, mas como no Salmo 90 muitos dias foram de enfado e canseira, muitos anos quase não vivi, gastei muitos anos! Hoje procuro pelo menos aproveitar mais os momentos, desacelerei, presto mais atenção nos fatos, nas pessoas, em mim mesma, aprendi que o próximo mais próximo sou eu mesmo e tenho que cuidar de mim para cuidar dos outros. Sigo aprendendo a cada dia.
Desejo a todos que fazem aniversário neste dia " contar os seus dias para alcançar a sabedoria do coração" e que sejam felizes tendo o suficiente para cada dia. Feliz Aniversário! Um Beijo especial para Victória.


PS: Na foto Viviane e Victória.

sábado, 12 de junho de 2010

Um texto de Lya Luft

Ensaio Sobre a Amizade
Lya Luft


Que qualidade primeira a gente deve esperar de alguém com quem pretende um relacionamento? Perguntou-me o jovem jornalista, e lhe respondi: aquelas que se esperaria do melhor amigo. O resto, é claro, seriam os ingredientes da paixão, que vão além da amizade. Mas a base estaria ali: na confiança, na alegria de estar junto, no respeito, na admiração. Na tranquilidade. Em não poder imaginar a vida sem aquela pessoa. Em algo além de todos os nossos limites e desastres.
Talvez seja um bom critério. Não digo de escolha, pois amor é instinto e intuição, mas uma dessas opções mais profundas,arcaicas, que a gente faz até sem saber, para ser feliz ou para se destruir. Eu não quereria como parceiro de vida quem não pudesse querer como amigo. E amigos fazem parte de meus alicerces emocionais: são um dos ganhos que a passagem do tempo me concedeu. Falo daquela pessoa para quem posso telefonar, não importa onde ela esteja nem a hora do dia ou da madrugada, e dizer: "Estou mal, preciso de você". E ele ou ela estará comigo pegando um carro, um avião, correndo alguns quarteirões a pé, ou simplesmente ficando ao telefone o tempo necessário para que eu me recupere, me reencontre, me reaprume, não me mate, seja lá o que for. Mais reservada do que expansiva num primeiro momento, mais para tímida, tive sempre muitos conhecidos e poucas, mas reais, amizades de verdade, dessas que formam, com a família, o chão sobre o qual a gente sabe que pode caminhar
.
Sem elas, eu provavelmente nem estaria aqui. Falo daquelas amizades para as quais eu sou apenas eu, uma pessoa com manias e brincadeiras, eventuais tristezas, erros e acertos, os anos de chumbo e uma generosa parte de ganhos nesta vida.Para eles não sou escritora, muito menos conhecida de público algum: sou gente. A amizade é um meio-amor, sem algumas das vantagens delemas sem o ônus do ciúme – o que é, cá entre nós, uma bela vantagem. Ser amigo é rir junto, é dar o ombro para chorar, é poder criticar (com carinho, por favor), é poder apresenta rnamorado ou namorada, é poder aparecer de chinelo de dedo ou roupão, é poder até brigar e voltar um minuto depois, sem ter de dar explicação nenhuma. Amiga é aquela a quem se pode ligar quando a gente está com febre e não quer sair para pegar as crianças na chuva: a amiga vai, e pega junto com as dela ou até mesmo se nem tem criança naquele colégio. Amigo é aquele a quem a gente recorre quando se angustia demais, e ele chega confortando, chamando de "minha gatona" mesmo que a gente esteja um trapo. Amigo, amiga, é um dom incrível, isso eu soube desde cedo, e não viveria sem eles. Conheci uma senhora que se vangloriava de não precisar de amigos: "Tenho meu marido e meus filhos, e isso me basta". O marido morreu, os filhos seguiram sua vida, e ela ficou num deserto sem oásis, injuriada como se o destino tivesse lhe pregado uma peça. Mais de uma vez se queixou, e nunca tive coragem de lhe dizer, àquela altura, que a vida é uma construção, também a vida afetiva. E que amigos não nascem do nada como frutos do acaso: são cultivados com...amizade. Sem esforço, sem adubos especiais, sem método nem aflição: crescendo como crescem as árvores e as crianças quando não lhes faltam nem luz nem espaço nem afeto. Quando em certo período o destino havia aparentemente tirado de baixo de mim todos os tapetes e perdi o prumo, o rumo, o sentido de tudo, foram amigos, amigas, e meus filhos, jovens adultos já revelados amigos, que seguraram as pontas.E eram pontas ásperas aquelas. Aguentei, persisti, e continuei amando a vida, as pessoas e a mim mesma (como meu amado amigo Erico Verissimo, "eu me amo mas não me admiro") o suficiente para não ficar amarga. Pois, além de acreditar no mistério de tudo o que nos acontece, eu tinha aqueles amigos.Com eles, sem grandes conversas nem palavras explícitas, aprendi solidariedade, simplicidade, honestidade, e carinho. Nesta página, hoje, sem razão especial nem data marcada,estou homenageando aqueles, aquelas, que têm estado comigo seja como for, para o que der e vier, mesmo quando estou cansada, estou burra, estou irritada ou desatinada, pois às vezes eu sou tudo isso, ah!, sim. E o bom mesmo é que na amizade, se verdadeira, a gente não precisa se sacrificar nem compreender nem perdoar nem fazer malabarismos sexuais nem inventar desculpas nem esconder rugas ou tristezas. Agente pode simplesmente ser: que alívio, neste mundo complicado e desanimador, deslumbrante e terrível, fantástico e cansativo. Pois o verdadeiro amigo é confiável e estimulante,engraçado e grave, às vezes irritante; pode se afastar, mas sabemos que retorna; ele nos agüenta e nos chama, nos dá impulso e abrigo, e nos faz ser melhores: como o verdadeiro amor.
Lya Luft escreve de uma forma especial, gosto dos textos.
Escolhi este em especial para o 12 de junho, dia dos namorados aqui no Brasil, porquê concordo praticamente com tudo que está exposto no texto acima.
Hoje, jamais desejaria ter um parceiro que não fosse e não se comportasse como um amigo em primeiro lugar. O que sei é que continuamos a viver sim sem a pessoa amada, tocamos a vida, se tivermos amigos, e as lembranças queridas ficam guardadas e vez ou outra o pensamento voa e as boas recordações nos levam ao passado, com uma lágrima a escorrer na face ou um sorriso alegre.
Às vezes passamos por momentos que os tapetes saem debaixo de nossos pés, ou até mesmo o solo, parece que estamos em areia movediça, ah se não fossem os amigos e as amigas, um abraço a todos e a todas com um carinho especial.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Salmo 121

Salmo 121

Ergo meus olhos para o alto de onde virá meu auxílio.

Meu socorro vem do Eterno, o Criador dos céus e da terra.

Ele não permitirá que resvale teu pé, pois jamais se omite

Aquele que te guarda.

O Guardião de Israel jamais descuida, jamais dorme.

Deus é Tua proteção.

Como uma sombra, te acompanha a Sua Destra.

De dia não te molestará o sol, nem sofrerás de noite sob o brilho da lua.

O Eterno te guardará de todo mal; Ele preservará tua alma.

Estarás sob Sua proteção ao saires e ao voltares, desde agora e para todo o sempre.

Transliterado:

Shir lamaalot, essa enai el heharim, meáyin iavo ezri. Ezri meim Adonai, osse shamáyim vaárets. Al yiten lamot raglêcha, al ianum shomerêcha. Hine lo ianum velo yishan, shomer Yisrael. Adonai shomerêcha, Adonai tsilechá al iad ieminêcha. Iomam hashémesh lo iakêca, veiarêach balaila. Adonai yishmorchá micol ra, yishmor et nafshêcha. Adonai yishmor tsetechá uvoêcha, meata vead olam.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

IRENA SENDLER,UM NOME QUE NUNCA PODE SER ESQUECIDO!

Uma senhora de 98 anos chamada Irena faleceu há pouco tempo.Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações.Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazistas relativamente aos judeus (sendo alemã!)Irena trazia crianças escondidas no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de sarapilheira na parte de trás da sua caminhoneta (para crianças de maior tamanho). Também levava na parte de trás da caminhoneta um cão a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto.Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruído que os meninos pudessem fazer. Enquanto conseguiu manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças.Por fim os nazistas apanharam-na e partiram-lhe ambas as pernas, braços e prenderam-na brutalmente.
Irena mantinha um registo com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, que guardava num frasco de vidro enterrado debaixo de uma árvore no seu jardim.Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a família. A maioria tinha sido levada para as câmaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adotivos.No ano passado foi proposta para receber o Prêmio Nobel da Paz... mas não foi selecionada. Quem o recebeu foi Al Gore por uns dispositivos sobre o Aquecimento Global.Não permitamos que alguma vez esta Senhora seja esquecida!!Passaram já mais de 60 anos, desde que terminou a 2ª Guerra Mundial na Europa. Esta reportagem foi anexada em memória dos 6 milhões de judeus, 20 milhões de russos, 10 milhões de cristãos e 1.900 sacerdotes católicos que foram assassinados, massacrados, violados, mortos à fome e humilhados com os povos da Alemanha e Rússia olhando para o outro lado.Agora, mais do que nunca, com o Iraque, Irã e outros proclamando que O Holocausto é um mito, é imperativo assegurar que o Mundo nunca esqueça. Todos os inimigos de Israel e de todos aqueles que se convertem ao D'us de Israel, sempre passam e seus planos são frustrados, mas Israel e todos aqueles que se convertem ao D'us de Israel permanecerão em pé e suas memórias vivas.